PARA POIO, ATITUDE DE ANESTESISTAS É

O prefeito de Avaré Poio Novaes afirmou que a atitude dos anestesistas em suspender as cirurgias eletivas seria um tipo de retaliação em resposta à demissão do agora ex-diretor clínico Dilermano Guerra.
O chefe do Executivo avareense revelou que em julho se reuniu com os anestesistas para tratar dos atrasos nos repasses nos plantões de retaguarda e das dificuldades financeiras que a Prefeitura vem enfrentando. No encontro, Poio teria feito uma promessa de que “faria de tudo” para que os pagamentos fossem realizados em dia, o que acabou não sendo possível.
Ele disse ainda que em 18 de agosto chegou a pagar R$ 240 mil dos R$ 451 mil que teriam que ser repassados mensalmente para a classe. Por decisão dos profissionais, o valor acabou sendo “rateado” com profissionais de outras especialidades.
Para o mês de setembro, a promessa inicial é que o pagamento deverá ser realizado até o dia 16 de setembro, porém o prefeito não garantiu que os valores serão quitados integralmente. Segundo informações obtidas pela Comarca dão conta que a demissão do ex-diretor clínico teria contribuído com que os profissionais “cruzassem os braços”.
“Não sei o motivo, mas acho injusto essa medida. O atraso já ocorreu em outros casos e, curiosamente, agora que o profissional foi exonerado é que foi tomada essa atitude extrema que acaba prejudicando a população que mais necessita”, destaca Poio.
O prefeito disse ainda que há um convênio que foi firmado com a Santa Casa de Avaré em fevereiro deste ano e que os valores a serem repassados dos plantões de retaguarda estariam amparados por lei.
SERVIÇOS INTERROMPIDOS – Uma carta, que teria sido endereçada ao chefe do Executivo informando destaca que, a partir do dia 1º de outubro de 2015, os serviços seriam, “definitivamente” interrompidos devido à “total falta de previsibilidade para liquidação” dos pagamentos do plantão de retaguarda.
Estranhamente, no documento os médicos destacam acreditar que o atraso dos pagamentos estaria relacionado a crise a qual o país atravessa. “Por outro lado, já salientamos anteriormente que esses honorários têm caráter alimentar para os profissionais médicos e suas famílias”.
Outro ponto que chama atenção é o fato de os profissionais solicitarem que o poder público tome as providências necessárias para quitar os débitos em dia, para que eles não incorram de “falta de ética”.
SEM CONTRATO? – No documento – que curiosamente é apócrifo (sem assinatura), os anestesistas destacam que não haveria contrato oficial de prestação de serviços entre “as partes envolvidas”, ou seja, médicos e a Prefeitura. Em pesquisa realizada, foi verificado que na edição 707 do Semanário Oficial do Município, datada de 21 de fevereiro de 2015, na página 6, foi publicado o convênio 34/2015 firmado entre a Prefeitura, Secretaria Municipal de Saúde e a Santa Casa de Misericórdia visando a prestação de serviços hospitalares, ambulatoriais e técnicos profissionais de assistência a saúde, com base na Lei Municipal 1878/2015 de 18 de fevereiro de 2015, onde traz os valores pagos a cada especialidade. No total, o convênio prevê o repasse de mais de R$ 5 milhões. (Com informações da Comarca)



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