EMPRESA QUE PRESTOU SERVIÇOS MÉDICOS NO PS É ALVO DE INVESTIGAÇÃO

13/12/2018
O Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) que prestou serviços médicos no Pronto Socorro Municipal é alvo de investigação de um escândalo que desviou milhões de reais em vários contratos firmados com diversos municípios, inclusive em Avaré.

Na quinta-feira, dia 6 de dezembro, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul realizam uma operação contra uma organização criminosa. Foram presos o mentor do esquema, o medico e ex-diretor Cassio Souto Santos, a atual presidente Michele Aparecida da Câmara Rosin e Marcelo Bósio, secretário de saúde de Canoas em 2016, quando o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) foi contratado. Um diretor está foragido e é procurado pela polícia de São Paulo. Foram apreendidos bens, numa estimativa de R$ 40 milhões.

Segundo o MP, os investigados receberiam mais de R$ 1 bilhão durante os cinco anos de contrato assinados pela Prefeitura Municipal de Canoas e o Gamp.

ESQUEMA – Em 28 de outubro de 2016, o Gamp assumiu o gerenciamento assistencial, administrativo e financeiro do Hospital de Pronto Socorro de Canoas, Hospital Universitário, duas Unidades de Pronto Atendimento (Caçapava e Rio Branco) e quatro Unidades de Atendimento Psicossocial (Recanto dos Girassóis, Travessia, Amanhecer e Novos Tempos). Os contratos, com vigência de 60 meses, previam a contraprestação, por parte do Município, de R$ 16 milhões por mês, sendo reajustados. Hoje, o valor pago ao Gamp é de cerca de R$ 23 milhões por mês.

Entre as irregularidades estava o superfaturamento de medicamentos em até 17.000%, a utilização de laranjas e testas de ferro do chefe do esquema na direção do Gamp, a cooptação de agentes públicos, o desvio de dinheiro da saúde pública para os envolvidos na fraude, além do pagamento de viagens de férias pagas com dinheiro público da saúde de Canoas.

AVARÉ – Em 2014, a então vereadora e atualmente vice-prefeitura de Avaré, Bruna Silvestre denunciou o contrato firmado entre a Gamp e a Prefeitura. Na oportunidade, o Grupo foi acusado de não cumprir com o especificado na licitação. Na concorrência, a empresa deveria fornecer mão de obra.

Ainda em 2014, o vereador Roberto Araújo também protocolou diversos requerimentos questionando o contrato firmado entre o município e a Gamp.

OUTRO LADO – Em nota, o Gamp informou que irá se manifestar formalmente assim que os advogados tiverem acesso ao teor da investigação e que é vítima de perseguição política. A prefeitura de Canoas disse que já havia denunciando a contratação e que “mensalmente tem discordado e bloqueado valores de despesas apresentadas pelo Gamp”.

O Gamp e outras 15 empresas tiveram decretada a suspensão da contratação com o poder público.

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