EM 20 ANOS, AVARÉ TEVE PREFEITOS QUE FORAM CONDENADOS À PRISÃO OU TIVERAM CONTAS REJEITADAS

28/12/2018

Entre 1996 e 2016, ou seja, 20 anos, Avaré teve 4 prefeitos, sendo que Joselyr Silvestre, pai do atual chefe do executivo, Jô Silvestre, administrou a cidade por duas oportunidades.

O que chama a atenção é que durante esse período, os prefeitos tiveram condenações na Justiça ou contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Joselyr Silvestre administrou a cidade entre 1996 a 2000 (1ª gestão) e de 2005 a 2008 (2ª gestão), sendo que em agosto de 2008 ele teve o mandato cassado pela Justiça após sua defesa perder prazos e deixar um processo transitar em julgado, ou seja, não cabendo mais recursos.

O ex-prefeito acabou sendo eleito para o mandato de 2009 a 2012, porém foi impedido de assumir pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Rogélio Barchetti, que concorreu como vice na chapa, acabou sendo empossado, decisão essa muito contestada pelos adversários na época.

Joselyr Silvestre também teve suas contas rejeitadas pelo TCE. Em fevereiro de 2016 ele acabou sendo preso e cumpriu 10 meses em regime fechado no Centro de Ressocialização de Avaré.

No fim de dezembro de 2016, Joselyr passou por um procedimento cirúrgico e acabou tendo seu regime de prisão alterado de fechado para domiciliar. Apesar de os advogados conseguirem reverter duas das 5 condenações em segundo grau, o ex-prefeito continua preso em casa.

WAGNER BRUNO – Já o ex-prefeito Wagner Bruno, que ficou à frente da Prefeitura entre os anos de 2001 e 2004 teve suas contas rejeitadas pelo TCE e acatadas pela Câmara, o que o deixou inelegível por 8 anos.

Ele chegou a receber um grande número de votos para vereador em 2008, mas não pode assumir a função devido ter sua candidatura indeferida pelo TSE devido a ter suas contas rejeitadas.

BARCHETTI – Rogélio Barchetti assumiu a Prefeitura em janeiro de 2009 e permaneceu até dezembro de 2012. Ele chegou a concorrer a reeleição, porém foi derrotado por Poio Novaes.

Em seu governo, Bachetti acumulou diversas denúncias de fraudes e irregularidades que teriam ocorridas em licitações, o que acabou gerando algumas condenações em primeira instância.

Recentemente, ele foi condenado há 20 anos de detenção e mais 1 ano e 4 meses de reclusão por um esquema que teria sido armado, segundo a justiça, para fraudar licitações para a aquisição de gêneros alimentícios. Cabe recurso.

Foi em seu governo que foi descoberto o maior escândalo de corrupção, até então, da Prefeitura de Avaré. Ele foi condenado em 11 processos cíveis e um criminal pela Justiça de Avaré. Barcheti, Grelinha, servidores, ex-servidores, empresários e laranjas recorreram a segunda instância e aguardam decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP). Barchetti também teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas.

POIO NOVAES – Poio Novaes assumiu a Prefeitura em 2013 e permaneceu até 2016. Ele não concorreu a reeleição diante da baixa popularidade. Ele assumiu a Prefeitura com grandes dívidas. Isso, além de outros fatores, levaram a uma administração considerada “fraca” pela população.

Novaes teve as contas de 2014, 2015 e 2016 rejeitadas pelo TCE. Em votação recente, a Câmara acabou acatando o parecer do Tribunal, o que deixa ele inelegível por 8 anos, apesar dele já ter afirmado que não concorrerá a mais nenhuma função pública.

JÔ SILVESTRE – Em 24 meses de governo, o atual prefeito, Jô Silvestre, acumula 8 denúncias no Ministério Público, a maioria da Câmara Municipal.

Porém, até o momento, Silvestre não tem nenhuma condenação judicial ou parecer contrário do Tribunal de Contas.

No dia 8 de janeiro de 2019, a Câmara Municipal votará o relatório final da Comissão Processante que pode cassar seu mandato, porém, informações obtidas com exclusividade pelo Avaré Urgente dão conta que não existem votos suficientes para ocorrer a cassação.

Dos 13 vereadores, 7 votam a favor, porém são necessários 9 votos e Jô Silvestre conta com 6 parlamentares que fazem parte da sua base de apoio no legislativo.

Se não ocorrer nenhum tipo de “traição”, Silvestre deve continuar no cargo.

Além de prefeitos, Avaré também teve dois vereadores cassados, sendo Rodivaldo Rípoli, em julho de 2013, e Júlio César Theodoro, o Tucão, em novembro de 2016. Tucão, aliás, foi condenado há 4 anos de reclusão por suposta participação que resultou em uma falsificação de nota fiscal. O caso tramita em esfera judicial em órgãos superiores.

O que chama a atenção é que em 5 gestões, Avaré tem ex-prefeitos que foram condenados pela Justiça, inclusive à prisão, e outros com contas rejeitadas.

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