CATADORES DE RECICLÁVEIS LAMENTAM DESTRUIÇÃO DE BARRACÃO

01/01/2019

Os colaboradores que trabalham na cooperativa de Avaré, que pegou fogo no dia 29 de dezembro voltaram ao local na segunda-feira, dia 31. Os trabalhadores disseram que estão tentando ajuda pra conseguir voltar à rotina, mas acham difícil reconstruir o local. 

A presidente da cooperativa, Duvina Moreira, conta que a empresas se prontificaram em ajudar os cooperados. 

“A empresa já se prontificou em ajudar a gente. Não sei com o que, mas prometeram ajudar. A gente pretende arrumar para trabalhar”, diz. 

O local tem 600 metros quadrados e, segundo os trabalhadores, havia material de mais de um mês de coleta. Onze pessoas trabalham na cooperativa, e a venda dos materiais estava prevista para esta segunda-feira. 

Mauro Aparecido de Carvalho é coletor e conta que trabalha no local há 13 anos. Ele afirma que esperava receber pelo serviço. 

“O mês inteiro, mas infelizmente não tem mais como trabalhar. Não tem como reconstruir”, conta.

A cooperativa funcionava no Bairro Vila Marin há cerca de 20 anos. Segundo a prefeitura, o local é da União e o uso estava cedido ao município, só que a licença já estava vencida. 

INCÊNDIO – De acordo com o Corpo de Bombeiros, mais de 10 bombeiros trabalharam na ocorrência para apagar as chamas do barracão, que foram contidas em cerca de duas horas. 

No momento do incêndio não havia ninguém no local, e ninguém ficou ferido. Ainda conforme os bombeiros, as causas do incêndio serão investigadas. Uma máquina da prefeitura fez a limpeza da área. 

NOTA OFICIAL – Em nota, a Prefeitura de Avaré disse que o imóvel era utilizado por uma única família de forma clandestina que se negava a desocupar o espaço. O prédio é da União e havia uma cessão de uso para o município, já expirada e em processo de renovação. 

A prefeitura informou ainda que há pelo menos um ano e meio tenta regularizar a utilização do prédio e que notificações para desocupação foram feitas e ignoradas. Porém, a presidente da cooperativa rebate as afirmações dizendo que eles nunca foram notificados. 

“Não estamos irregular aqui e não veio nada para assinarmos. Eu não assinei nada. Não veio nada para a gente”, conta a presidente da cooperativa.

Com informações do G1

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