VEREADORES APROVAM CPI PARA INVESTIGAR TRANSPORTE COLETIVO EM PIRAJU

21/02/2019

Os vereadores de Piraju aprovaram por unanimidade, durante a sessão de terça-feira, dia 19, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o transporte coletivo da cidade.

Segundo os moradores, é comum que os veículos quebrem durante o trajeto e há constantes atrasos.

Em 2017, os vereadores receberam uma denúncia de que a contratação da empresa foi irregular. Na época, foi aberta uma Comissão Processante (CP) pra investigar o caso mas, por oito votos a três, os vereadores decidiram arquivar porque não encontraram indícios de fraude.

Desde agosto de 2017 a viação Riopardense é responsável pelo transporte coletivo em Piraju. Por dia, aproximadamente 850 pessoas usam o serviço.

De acordo com o vereador Érico Tavares (PSC), autor do requerimento que pedia a abertura da comissão, a intenção é que a CPI faça uma investigação completa.

“Nós temos várias informações com relação à possíveis falhas cometidas no momento da contratação do serviço, e o serviço em si que não vem sendo apresentado. A empresa se nega muitas vezes a apresentar relatórios. Ela fala de planilhas que nunca foram apresentadas à administração”, diz.

Ele ainda afirma que cobra a prefeitura para que haja uma fiscalização do serviço de transporte coletivo. “A gente cobra a prefeitura para que realmente fiscalize o serviço. A gente percebe que o serviço não tem sido fiscalizado pela administração municipal”, conta.

CPI – Os integrantes da CPI foram definidos por sorteio. Érico Tavares é o presidente, Leonardo Tonon (PSB) será o relator e os membros serão José Carlos Nunes (SD), Valberto Zanatta (PSDB) e Denilton Bergamini (PP). Eles têm 90 dias para apresentar um relatório com o resultado dos trabalhos.

O presidente da Câmara, José Carlos Brandini (PV), conta que muitos moradores reclamam do transporte coletivo na cidade.

“Tem que investigar a empresa porque a população está reclamando muito da qualidade dessa empresa de ônibus. Certamente vamos ter tempo agora para investigar e chegar a um bom senso. A situação que está a empresa de ônibus hoje não tem condições mais”, afirma.

Segundo o líder do governo na Câmara, Reginaldo Rodrigues (PSC), a prefeitura está tomando as medidas necessárias para resolver o problema. E o prefeito pediu a rescisão do contrato.

“Ele protocolou uma notificação extrajudicial à empresa Riopardense, porque uma conversa com o proprietário, amigavelmente, ele não entregou o serviço para que a prefeitura pudesse fazer o contrato emergencial com uma outra empresa. Então, o prefeito tomou essa medida cabível notificando a empresa para a rescisão do contrato”, explica.

Fonte: G1

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