PM ABRE INQUÉRITO PARA APURAR SE POLICIAL DEU ARMA PARA JOVENS “BRINCAREM”

28/09/2016

A Polícia Civil abriu inquérito policial para investigar se um policial militar de Taquarituba realmente “emprestou” uma pistola pertencente à corporação para que um grupo de jovens atirasse. A “brincadeira” foi gravada com um celular e compartilhada por meio de um aplicativo. A data do ocorrido é desconhecida, mas o caso veio à tona no dia 9 de setembro após repercutir em uma publicação no Facebook.

De acordo com o delegado Georges Zedan, a polícia analisou o vídeo, que mostra o grupo em uma estrada de terra em frente a um carro, e instaurou inquérito para investigar o crime de disparo de arma de fogo.

“Todos os envolvidos, como o policial militar, as jovens e até os proprietários do sítio onde eles estavam antes, foram qualificados e intimados para depor ainda esta semana. Eles vão ser ouvidos e vamos investigá-los em relação aos crime de disparo de arma de fogo e também crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em relação à fornecer bebida alcoólica para as menores, pois há denúncia de que não havia só maiores no grupo e, sim, havia adolescente”, afirma.

Segundo o delegado, as armas de fogo do policial militar, sendo duas pistolas, foram apreendidas e encaminhadas para o Instituto de Criminalística da Polícia Civil para serem periciadas. “Os laudos vão apontar se houve realmente disparo de arma de fogo e se o disparo foi feito com a arma de corporação ou a particular”, afirma.

Ainda de acordo com o delegado, o inquérito policial deve ser concluído em 30 dias. Além da esfera civil, o militar também pode ser punido na esfera militar, já que também responde a um inquérito policial militar e pode ser afastado dos trabalhos.

ENTENDA – A “brincadeira” foi divulgada por meio de um aplicativo de celular. A data do ocorrido é desconhecida, mas o caso foi divulgado no dia 9 de setembro com uma publicação no Facebook. O vídeo que reúne imagens do fato tem mais de 20 mil visualizações.

As fotos mostram as jovens segurando cartuchos e armas. Já os vídeos mostram o grupo em uma estrada de terra em frente a um carro com o farol ligado. Uma das jovens, de roupa escura, está em frente ao veículo com a arma nas mãos e dispara.

Outra jovem, de roupa branca, aparece em seguida com a arma nas mãos. Ela também atira e comemora. Em seguida, o policial vestido de camiseta branca aparece para pegar a arma das mãos dela. Logo depois, o vídeo mostra o policial e as jovens rindo dentro do carro.

POLICIAL NEGA – O policial militar se apresentou no batalhão de Taquarituba no dia 12 de setembro, junto com seu advogado. Em entrevista ao G1 na época, o capitão da PM Ricardo Lopes de Souza Salomão, afirmou que o PM negou ter dado as armas para as jovens atirarem.

De acordo com o capitão, o policial estava em Peruíbe quando foi localizado pela corporação. Ele foi até o batalhão e confirmou que era ele no vídeo, mas alegou que as jovens pegaram as armas no momento que ele se afastou do carro.

“Ele disse que estava em um festa, quando saiu do local com as jovens para ir até uma propriedade rural. Ele alega que parou o veículo no trajeto para fazer necessidades fisiológicas. Foi quando as meninas, que segundo ele são maiores, teriam pegado as pistolas, sendo uma pertencente à Polícia Militar e outra particular. Ele afirma que os disparos foram feitos com a particular. Em seguida, ele foi até o carro e guardou as armas. Esclareceu também que, após os fatos, desistiu de ir à propriedade rural, retornou à cidade e se despediu das garotas”, afirma o policial.

Segundo o capitão, as duas pistolas foram apresentadas pelo policial e apreendidas. “Elas foram encaminhadas para a Polícia Civil, onde serão periciadas para sabermos qual delas os disparos foram efetuados. Vamos continuar com a sindicância para apurar o que realmente aconteceu”, ressalta.

 

Fonte G1



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