MEDALHISTA NO PARAPAN DE TORONTO, ATLETA É RECEBIDA COM FESTA EM CERQUEIRA CÉSAR

A mesatenista Cátia de Oliveira foi recebida com festa pelos moradores de Cerqueira César na terça-feira, 18. A atleta teve um excelente desempenho nos Jogos ParaPan de Toronto, no Canadá, conquistando medalha de ouro no individual e prata por equipe, carimbando o passaporte para os Jogos Paralímpicos do Rio em 2016.

Uma carreata, de aproximadamente 100 veículos, marcou a chegada da atleta na cidade e seguiu até o Bairro Nossa Senhora de Fátima, onde ela cresceu. Visivelmente emocionada, Cátia agradeceu a homenagem. “Eu só tenho a agradecer. Eu estou muito feliz e todo mundo aqui sabe o quanto eu batalhei por isso. Não foi fácil, mas consegui”.

Quem vê Cátia Oliveira no lugar mais alto do pódio, não faz ideia que, há menos de três anos, ela sequer havia começado a praticar tênis de mesa. Mas após conquistar duas medalhas Jogos Parapan, a jovem de 24 anos provou que chegou para ficar – e brilhar – na modalidade. “Estou nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Foi a primeira coisa que eu pensei. E também que ganhei um Parapan. É o meu primeiro e já ganhei. Estou muito, muito feliz mesmo”, disse Cátia.

A brasileira, sétima no ranking mundial da Classe 2, estreou no dia 8 de agosto com duas vitórias: 3 sets a 0 sobre a argentina Constanza Garrone e 3 a 1 diante da mexicana Alma Padilla. Já no dia 9, ela assegurou o primeiro lugar do grupo único da Classe 1/2 com o triunfo sobre a norte-americana Tara Profitt, 3 a 0, parciais de 11/9, 11/7 e 11/7.

“Se você me perguntar, eu nem lembro de muita coisa do jogo. Consegui me manter calma para fazer os pontos e fechar o jogo, mas estava muito tensa, adrenalina a mil”, disse a mesatenista após a partida decisiva. “Eu não esperava estar aqui tão rápido, minha trajetória no tênis de mesa é muito curta. Lógico que eu comecei a trabalhar com esse objetivo, mas sendo sincera, nunca esperava ser campeã”, completou.

SUPERAÇÃO – Cátia possui uma longa história no esporte. A atleta chegou a se profissionalizar no futebol, participando das seleções de base. Em 2007, foi convocada para o Mundial sub-17. No entanto, na manhã do dia do anúncio, sofreu o acidente que lhe deixou tetraplégica.

Em 2013, conheceu o tênis de mesa em uma feira de inclusão. Experimentou a modalidade e decidiu praticá-la. Os resultados apareceram rapidamente e lhe renderam um convite para se juntar à seleção permanente em Brasília no início deste ano.

“O esporte é tudo na minha vida, é isso que eu sei fazer. Acho que (esse título) é o começo da realização do meu sonho, que sempre foi defender o meu país. O tênis de mesa me deixou sonhar novamente com isso e não tem emoção maior que essa”, afirmou.

Logo em suas primeiras competições internacionais, Cátia deixou claro seu potencial. Nas três etapas do Circuito Mundial que disputou este ano, foram cinco pódios: dois ouro e um bronze por equipes, ao lado de Carla Azevedo, e uma prata e um bronze no individual.

Agora, voltará todas as suas atenções para viver o auge da carreira de qualquer atleta: a disputa dos Jogos Paralímpicos. “Vou treinar muito mais do que já estava treinando, porque tenho muito a melhorar e a aprender. Também já vou começar a trabalhar o psicológico, porque os Jogos Paralímpicos são um evento ainda maior que o Parapan. E, fisicamente, quero chegar ainda mais preparada”, finalizou a campeã. (Com informações da Comarca)

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