JOGADOR AVAREENSE É VÍTIMA DE RACISMO NA BOLÍVIA

13/08/2018
O jogador avareense Serginho, que atua na equipe do Jorge Wilstermann, da cidade de Cochabamba, na Bolívia, denunciou em sua página em uma rede social, que foi vítima de racismo. O caso aconteceu no dia 4 de agosto, durante a partida que terminou empatada em 0 a 0 entre sua equipe e a do Destroyers, de La Paz.

Conforme Serginho, considerado um dos melhores jogadores do campeonato boliviano, parte dos seguidores da equipe adversária, teria proferido insultos com palavras racistas. “Uma grande parte da torcida da equipe adversária começou a me insultar em alto e bom som com palavras racistas como “macaco” e tantas outras palavras”, desabafou o brasileiro em sua conta oficial. Do outro lado, as palavras de apoio também foram muitas por parte dos de seus seguidores.

Ainda segundo o jogador brasileiro, as ofensas racistas também partiram de um jogador do Destroyers, identificado como (Erwin) Melgar. “Ele me chamou de macaco”, disse Serginho. Essa não seria a primeira vez que o brasileiro teria sido vítima de racismo, “é a terceira vez que isso acontece aqui na Bolívia”, revelou.

Em seu texto, Serginho afirmou que perdoa os responsáveis e disse ser muito feliz na Bolívia. “Sou feliz nessa terra que acolheu muito bem a mim e a minha família. Não generalizo esse problema com o povo boliviano que é uma gente agradável, carinhosa, batalhadora, humilde e carinhosa. Perdôo os que me insultaram”, escreveu.

APOIO – Seus companheiros de time também se solidarizaram com Serginho nas redes sociais. “Ninguém merece ser discriminado pela cor da pele. Qualquer pessoa que tenha sofrido algo parecido com toda certeza se sentiu mal, mas o pior é que pessoas próximas e que nos rodeiam não tenham se manifestado sobre o caso”, declarou o jogador Alejandro Meleán.

Os atacantes Gílbert Álvarez e Ricardo Pedriel também se mostraram solidários ao colega, que passou momentos desagradáveis no Estádio de Samuel Vaca. “Não é a primeira vez que isso acontece. Isso é uma vergonha porque o futebol é muito bom para que seja sujo a esse ponto com essas coisas (racismo e discriminação). Já chega!”, escreveram os jogadores.

Tanto familiares, como amigos de Avaré também comentaram a postagem do atleta, se solidarizando e criticando o ato racista que teria partido de torcedores e de um dos jogadores do Destroyers (BOL).

Serginho atuou pelo XV de Piracicaba. O atacante de 32 anos, emprestado pelo Botafogo de Ribeirão Preto (SP) até o final da Série D do Brasileiro, foi liberado após apresentar uma proposta do Jorge Wilstermann, da Bolívia, que disputou as oitavas de final da Copa Libertadores em 2017, onde permanece até hoje.

Fonte: A Voz do Vale



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