INCRA ESTUDA RETIRADA DE 6 FAMÍLIAS QUE PODEM SE ATINGIDAS EM CASO DE ROMPIMENTO DE BARRAGEM

22/07/2019

Engenheiros do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) iniciaram no domingo, dia 21 de julho, uma vistoria em uma barragem em Iaras que corre risco de rompimento. O trabalho de vistoria deve ser feito até o fim de semana e está sendo acompanhado pelos assentados.

Segundo os moradores, uma reunião foi feita às margens da lagoa com os representantes do Incra, e os assentados foram informados que o futuro da Lagoa Rica é incerto. “Eles não têm uma decisão certa do que vai acontecer porque queira ou não, eles esperam de um técnico que vai fazer o laudo para decidir o que vai ser feito, se é secar a represa ou fazer alguma melhoria para a segurança”, diz o produtor rural Joel Francisco da Silva, que mora no local.

Segundo a assessoria do Incra, foram autorizados os repasses de R$ 260 mil à superintendência em São Paulo para a contratação de serviços e outros R$ 50 mil para mão-de-obra de esvaziamento da barragem.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o reservatório de água tem 400 metros de extensão e um espelho d’água de 240 mil metros. Ele fica no assentamento rural Zumbi dos Palmares e está em condição de abandono.

Há a possibilidade de retirada de seis famílias que vivem próximas ao reservatório. Na ação civil pública também foi pedido que a Justiça determine a remoção das famílias que seriam atingidas se a estrutura cedesse. Porém, o Incra está orientando a regional em São Paulo para primeiro avaliar a necessidade da retirada das seis famílias assentadas.

O engenheiro civil Lucas Serrano Girotto avaliou a estrutura e informou que o local tem problemas pontuais, mas que podem ser arrumados. “Tem uma pequena erosão, facilmente verificados pontos que podem ter futuros problemas, mas também fáceis de se arrumar. O concreto dela apresenta algumas fissurações. Sempre em uma contenção, quando encontra concreto fissurado, é preocupante em médio a longo prazo. Teria que ser verificado ou até mesmo refeito. Do outro lado da contenção tem acúmulo de água, também é preocupante e não pode ter esse tipo de situação”, afirma.

O engenheiro ainda explicou os tipos de impacto para a região caso o reservatório de água se rompa. “O primeiro impacto é na população. Deve-se calcular o risco de desmoronamento, o risco de qualquer contenção é calculado dessa forma. Até onde um rompimento localizado ou distribuído da minha contenção vai alcançar, o alcance disso.”

Com informações do G1

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