IDEALIZADOR DE PROJETO QUE REDUZIA RECESSO CRITICA VEREADORES

09/09/2019


Em entrevista concedida com exclusividade ao A Voz do Vale, Paulo Cicconi, que foi um dos idealizadores da proposta que visava reduzir o recesso parlamentar na Câmara de Avaré de cerca de 90 dias para 31 dias, disse ter ficado surpreso e decepcionado com os vereadores da base do prefeito Jô Silvestre.

Na primeira votação, a proposta foi aprovada por unanimidade. Porém, como é uma alteração a Lei Orgânica do Município, foi necessário um segundo turno. Nesta segunda votação, os vereadores: Coronel Morelli, Alessandro Rios, Roberto Araújo, Carlos Estati, Jairinho do Paineiras e Ivan da Comitiva votaram contrariamente, e a proposta acabou sendo arquivada.

“Eu achei um absurdo. Fiquei muito surpreso com essa decisão, pois no primeiro turno houve unanimidade”, destacou Cicconi, que representa o grupo de lojas maçônicas, rotarys e outros órgãos, como a OAB/Avaré, que juntos idealizaram a proposta.

Para ele, o argumento utilizado para que houvesse a AUTOR de voto teria sido “esfarrapada”. Durante a segunda votação, alguns vereadores da base alegaram que a mudança do recesso, que seria de 20 de dezembro a 20 de janeiro, iria atrapalhar o andamento da parte administrativa do legislativo, bem como iria atrapalhar o período de férias dos servidores.

“O argumento da falta de funcionários, que criaria problemas para os servidores gozarem das férias, mas acho isso um absurdo, por que a Câmara tem que se adaptar a situação. Acho que essa desculpa foi esfarrapada, disse.

Paulo Cicconi revelou que tinha informações de que a proposta não teria agradado alguns vereadores que, segundo ele, teriam “arrumado” uma desculpa. “A gente tinha a informação que eles (vereadores) não teriam ficado satisfeitos com a redução (do recesso), então eles arrumaram uma desculpa para poder justificar a mudança do voto”.

Cicconi revelou ainda que o grupo que idealizou a proposta não foi procurado pelos vereadores para esclarecer ou debater sobre possíveis mudanças no projeto original. “Ninguém nos procurou para fazer propostas sobre o projeto e não houve nenhuma troca de informações. Absolutamente nada”.

PASSADA DE PERNA – Ainda segundo Cicconi, o sentimento que fica após o arquivamento da proposta é de que eles foram passados para trás. “Realmente foi uma grande surpresa e uma passada de perna na gente, pois não esperávamos. Quem perde é o município de Avaré e ganha “a velha política”, uma política rasteira, baixa, que não tem compromisso. Eu sinto muito, assim como todos devem estar sentindo”, finalizou.

Fonte: A Voz do Vale

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