“FALTA DE NEUROLOGIA É NOSSO MAIOR PROBLEMA”, DIZ MÉDICO DO PRONTO SOCORRO

Os membros da Comissão da Saúde da Câmara de Avaré realizaram, na quarta-feira, dia 6, uma visita ao Pronto Socorro Municipal.

No local, os vereadores foram informados pelo coordenador médico do PS, Fernando Ovando, que o maior problema registrado na unidade seria a falta de neuroclinico de retaguarda.

“Hoje o maior problema do Pronto Socorro é a falta de retaguarda de neuroclínica e isso tem trazido problemas para nós. Quando chega um paciente com problemas neurológicos, colocamos na Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) e pedimos uma avaliação deste paciente, porém a Cross recusa, alegando que o município tem profissional e não precisa sair daqui”, afirmou o médico.

De acordo com o profissional, desde que a empresa IFS – Diagnóstico por Imagem assumiu a administração do local, todo o corpo clínico foi reformulado, o que acarretou em uma grande melhora no atendimento aos pacientes. “No que compete a nós, tem melhorado muito a qualidade do serviço”, afirmou Ovando.

O problema com a Cross também foi explicado pela chefe da enfermagem do PS, Silene Nobre. “Inserimos na Central e solicitamos a especialidade. A Cross nos informa que, no momento, não há pactualização da regulação quando o paciente sai da janela de 4 horas para trombólise”, afirmou.

Ainda segundo Nobre, quando há indicação e está dentro da janela para trombólise, a referência para Avaré passa a ser o Hospital das Clinicas de Botucatu, através de regulação da Cross. “Em caso de neurocirurgia, o paciente também é inserido na Central, porém, a referência é a Santa Casa de Avaré”, explica a enfermeira.

CARDIOLOGIA – Questionado a respeito da falta de retaguarda de cardiologia, o médico garantiu que nenhum paciente, que chega ao PS com problemas cardíacos, sai sem solução.

Ele afirmou ainda que houve uma grande melhora com relação a sala de observação do local, graças a implantação do chamado médico interno na Santa Casa de Avaré. “O período de permanência na observação aqui diminuiu muito. Antes tinha paciente que chegava a ficar sete dias, agora, o máximo, é 48 horas”.

Fernando Ovando também elogiou a implantação da chamada “classificação de risco”, onde os pacientes são separados por cor, que determinam a prioridade de atendimento.

 



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