FALTA DE GESTÃO É APONTADA COMO MAIOR PROBLEMA DA SAÚDE DE AVARÉ

14/04/2016

Depois de mais de seis meses de trabalhos, a Comissão Especial da Saúde finalizou o trabalho e apresentou o relatório final. No documento, os vereadores narram todas as situações encontradas nos mais diversos setores da Secretaria Municipal da Saúde e também apontam possíveis soluções a serem tomadas pela Prefeitura. O principal problema verificado foi a falta de gestão.

Durante os seis meses, a Comissão, formada pelos vereadores: Marcelo Ortega, Rosângela Paulucci, Ernesto Albuquerque, Barreto do Mercado e David Cortez, ouviu representantes dos mais diversos setores da Saúde, como: responsáveis pela distribuição de medicamentos, pela Farmácia Popular, pelo Disk Saúde, pelo agendamento de exames de especialidades, o coordenador da saúde bucal, representantes do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), da Santa Casa de Misericórdia de Avaré, do setor de mandados de segurança, da Defensoria Pública, do setor de cotações de medicamento, almoxarifado e licitação, atendimento a rede básica, Departamento Regional de Saúde (DRS), Conselho Municipal da Saúde, IFS Diagnóstico por Imagem (empresa que administra o Pronto Socorro), responsáveis pelo PS, e a secretária de Saúde, Vanda Nassif Avelar.

Os vereadores ainda realizaram diligencias em alguns departamentos e também conheceram a realidade da Saúde na cidade de Itapeva. Tudo isto está narrado no relatório final, documento com 85 páginas e que será encaminhado para diversos setores da sociedade.

O relatório final aponta os pontos positivos e negativos de cada setor, porém, todos acabam resvalando em um grande problema: a falta de informatização da saúde.

Para os vereadores, o investimento em softwares de gestão resolveria a maior parte dos problemas apontados pela Comissão, como: demora em agendamento de consultas, falta de controle de medicamentos, entre outros.

Confira os principais pontos do relatório:

SAÚDE BUCAL– Na parte de saúde bucal do município, a Comissão aponta problemas como: falta de manutenção dos equipamentos, falta de atendimento de urgência de casos odontológicos, Prefeitura não ter um laboratório de próteses ortodônticas, pacientes especiais precisam ser atendidos em outras cidades (por falta de um convênio com a Santa Casa).

MEDICAMENTOS – Funcionários da Saúde relatam que um dos maiores problemas, que é a compra de medicamentos, acontecem, muitas vezes, por problemas burocráticos, lentidão das unidades em solicitar reposição de remédios que estão acabando, almoxarifado não trabalhar com nível de segurança, por falta de um sistema e ata de preço ser muito burocrática.

PRONTO SOCORRO – Para a Comissão a maior deficiência no Pronto Socorro é o atendimento regionalizado, que deveria ser feito em uma “porta a parte”, ou seja, pacientes de Avaré separados do da região.

O relatório final também fala em problemas como pediatras realizando plantões presenciais em três lugares ao mesmo tempo, estoque de medicamentos insuficiente e a má gestão das unidades básicas de saúde, que faz com que a população procure o PS.

VANDA NASSIF – Em sua oitiva, a secretária de Saúde reconhece vários problemas em sua pasta. Para Vanda Nassif Avelar, a falta de um prédio que abrigue todos os setores da Saúde é um dos maiores.

Vanda também aponta a falta de informatização, o atendimento regionalizado e a falta de medicamentos e de recursos, como grandes problemas de sua Secretaria.

A secretária, no entanto, também aponta os pontos positivos do setor da saúde, como o empenho dos funcionários, alguns avanços tecnológicos, a Unidade de Pronto Atendimento (que, segundo ela, será inaugurada em breve) e o Samu.

PROPOSTAS – Os vereadores que compuseram a Comissão da Saúde terminam o relatório final apresentando várias propostas, que podem ser seguidas pela Prefeitura.

Algumas propostas apresentadas são: licitação exclusiva para a Secretaria de Saúde, informatização urgente, não realização de plantões simultâneos por médicos, aprimorar a classificação de risco no PS, quantificar pacientes regionais atendidos no Pronto Socorro, melhorar o diálogo entre Secretaria, Defensoria Pública e Procuradoria Municipal (no caso dos mandados de segurança), disponibilizar atendimento médico de urgência e ter um Conselho Municipal de Saúde mais proativo, entre outras.

Os vereadores destacam que “apesar dos esforços dos servidores, o modelo de gestão atravanca a agilidade e a eficiência da Saúde”. Para eles, outro grande desafio é a carência de médicos especialistas e o cumprimento da carga horária por estes profissionais.

A Comissão termina o relatório final apontando como prioridade para a Saúde de Avaré: um novo modelo de gestão, informatização, aumento de receitas federais, valorização dos funcionários, combate a judicialização da saúde e estruturação do sistema de saúde e continuidade.

COLETIVA – Na terça-feira, dia 12, os vereadores realizaram uma coletiva de imprensa, onde falaram a respeito dos principais pontos do relatório final. A falta de gestão voltou a ser destacada por eles.

Durante a coletiva de imprensa, a falta de informatização em praticamente todos os setores da saúde foi destacada pelos vereadores com um dos maiores problemas do setor.

Segundo eles, a grande maioria das sugestões apresentadas no relatório final depende apenas de vontade política.



Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Avaré Urgente. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Avaré Urgente poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.