EX-CONSULTOR JURÍDICO DA PREFEITURA DE AVARÉ ESTARIA ENVOLVIDO EM DIVERSOS CRIMES

06/12/2017
Um advogado de Piraju, que trabalhava como consultor jurídico na Prefeitura de Avaré, foi preso na terça-feira, dia 5, durante uma ação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba. Marcelo Gurjão Silveira Aith é suspeito de praticar extorsão, corrupção passiva e concussão, que é o crime de conseguir vantagem indevida.

A operação, nomeada de Fumaça, ocorreu nas cidades de Piraju, Avaré, Rio Claro, Piracicaba, Itu, e São Paulo, e teve como objetivo combater uma quadrilha de extorsão de empresários investigados criminalmente.

Durante a ação, o Gaeco cumpriu um mandado de prisão preventiva na casa de Marcelo e apreendeu sua caminhonete.

Além disso, também foi cumprida uma ordem judicial na prefeitura de Avaré, onde Marcelo era consultor jurídico. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, um promotor de Justiça esteve na sala em que ele trabalhava, mas nada foi apreendido.

Marcelo Aith vai ser levado para a cadeia de Rio Claro, onde ficará à disposição da Justiça. A reportagem da TV TEM ligou no escritório de advocacia onde ele trabalha, mas não conseguiu contato com ninguém.

Em nota, a Prefeitura de Avaré disse que o consultor jurídico foi exonerado da função e que a vistoria do MP na sala em que ele trabalhava não tem qualquer relação com a atividade pública que Marcelo desenvolvia no Executivo. Reforçou também que a atual gestão não está sendo investigada pelo MP.

OPERAÇÃO – Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva contra advogados, empresários e executivos, três mandados de condução coercitiva, sendo dois contra agentes públicos e 11 de busca e apreensão, segundo o MP.

Um dos mandados de prisão foi cumprido em Piracicaba e houve uma condução coercitiva em Rio Claro. De acordo com o MP, a organização identificava empresários que eram investigados criminalmente e prometia intervir na Justiça para resolver as pendências.

“O grupo prometia que iria interceder junto a autoridades públicas do sistema de Justiça penal para resolver as pendências criminais de suas vítimas e forjava mandados de prisão e notícias sobre operações do Gaeco contra suas vítimas prometendo que as ordens de prisão e operações seriam suspensas caso os valores exigidos fossem pagos”, informou, por nota, o MP.

Os envolvidos são investigados por extorsão, corrupção passiva e concussão. A operação teve o apoio da Polícia Militar, da Corregedoria da Polícia Civil, e da Receita Federal.

Fonte:G1



Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Avaré Urgente. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Avaré Urgente poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

  • OpiniaoDoSaraiva

    Era uma vez a intenção de criar uma secretaria municipal para alocar certo profissional dos assuntos jurídicos, intenção essa que acabou virando FUMAÇA. rs