“ESTAMOS CORRENDO RISCO DE VIDA”, DESABAFA

O risco eminente de desabamento de um barranco vem tirando o sono de vários moradores do Bairro do Camargo em Avaré. O volume de terra ameaça desabar sobre as casas, o que pode gerar uma tragédia. Além disso, a população do local reclama que o bairro estaria abandonado.

Segundo o morador Mauro de Castro que reside no local há mais de 10 anos, várias reclamações foram feitas para a Prefeitura, mas nenhuma atitude teria sido tomada. “Estamos com medo de morrer. Quando chove a água que escorre do barranco chega a invadir minha casa. Gravamos vários vídeos para provar o que estou falando”.

Mauro afirma já ter registrado várias reclamações na Prefeitura. “Há vários anos eu reclamo na Prefeitura, mas nenhuma atitude é tomada para resolver o problema. Será que eles estão esperando que aconteça uma tragédia?”.

Ele revelou que o secretário de Obras, Paulo Cicconi teria ido ao local. “O Cicconi veio até aqui com uma pessoa da defesa civil. Ao invés de ele solucionar o problema ele me mandou procurar a defensoria pública e o Decon (Departamento de Convênios), como assim? Eu paguei o meu IPTU de 2015 à vista e cadê os meus direitos?”, desabafou.

Além de Mauro, outros três moradores correm o mesmo risco. “Temos um vizinho que teve que pagar do próprio bolso cerca de R$ 20 mil para construir o muro de arrimo. Eu não tenho esse dinheiro. Tenho conhecimento que o Governo liberou uma verba para a construção dos muros, mas até agora nada foi feito. Estou pensando em até mudar daqui”, revela.

Durante visita ao bairro, a reportagem localizou uma placa do Governo do Estado onde destaca que uma obra de construção de muro de arrimo estaria sendo realizado no bairro. O convenio foi assinado em 2009 e até o momento não foi concluído. O valor da obra é de quase R$ 625 mil. Informações dão conta que a obra iria beneficiar somente alguns moradores. A reportagem também verificou que algumas rachaduras já estão aparecendo no muro de arrimo, o que também pode ocasionar um desmoronamento.

As casas foram entregues pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano – CDHU. Em 2012, depois de um deslizamento, um morador ficou soterrado e acabou sendo resgatado por vizinhos. Na época, a Prefeitura confirmou a liberação de cerca de R$ 700 mil para a construção do muro de arrimo, porém o valor não foi suficiente para atender a todas as residências que estão em risco. (Com informações da Comarca)



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