DESABAFO DE SECRETÁRIO EXPÕE FALTA DE PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO DA ATUAL ADMINISTRAÇÃO

O desabafo desesperado do secretário municipal de Cultura de Avaré, Gilson Câmara, expôs a falta de planejamento e organização da atual administração, que tem a frente o prefeito, Poio Novaes.

Além da total falta de estrutura da Cultura, outros setores também vêm sofrendo, até mesmo com a falta de materiais básicos. Algumas praças públicas estão sem energia, totalmente às escuras o que leva medo à população. Uma delas é ou dos cartões postais da cidade, onde fica localizado o Cristo Redentor.

Além disso, diversas obras que foram iniciadas neste e em governos anteriores ainda não foram entregues, como a da obra na Avenida Gilberto Filgueiras, a pavimentação da Avenida Major Rangel/Misael Eufrásio Leal, o trecho da Avenida Donguinha Mercadante que também não foi asfaltado, gerando transtorno a motoristas.

Apesar de a Prefeitura divulgar a entrega de novas unidades de Saúde, as empresas ainda não entregaram os prédios prontos, como o Posto do Ipiranga que ficou vários dias paralisado devido à greve dos funcionários que não recebiam seus salários há alguns meses. E depois de prontos, os postos precisarão ser equipados e funcionários terão que ser contratados. A obra do Centro de Reabilitação (CER) deverá ser entregue com atraso.

A cidade está tomada por buracos em todos os bairros, inclusive com enormes crateras que estão se abrindo a cada chuva, como no Jardim Europa 2 e no Avaré I gerando grandes prejuízos a proprietários de terrenos próximos e também ao Meio Ambiente. O esgoto vem vazando em diversos pontos e a Prefeitura não denuncia a Sabesp aos órgãos competentes.

A revitalização da Concha Acústica também foi alvo de criticas, devido o fato de a Prefeitura teimar em iniciar as obras em dezembro, mês em que o comércio fica aberto até mais tarde e a cidade recebe muitos turistas. Faltam banheiros públicos, sendo que os únicos existentes não têm as mínimas condições de serem utilizados.

Como em quase todos os setores, a Saúde também vem sofrendo com a falta de estrutura. Faltam medicamentos aos pacientes, até mesmo aqueles que são atendidos pelo CAPS e tem que tomar remédios todos os dias, além dos postos dos bairros onde faltam diversos remédios.

A frota da saúde está sucateada, onde apenas 4 ambulâncias estão à disposição da população. Na última semana, funcionários do setor administrativo do Pronto Socorro Municipal paralisaram suas atividades em protesto contra o corte das horas-extras. Até mesmo médicos da retaguarda entraram em greve devido o constante atraso nos pagamentos. Segundo alguns munícipes, a Secretaria de Saúde vem trabalhando nos últimos meses somente para adquirir remédios para pacientes que impetraram mandados de segurança para garantir o direito de receber o medicamento.

Uma mãe teve que expor sua filha na internet e pedir ajuda na imprensa para que a criança recebesse o leite indicado pelos médicos. Há cerca de três anos a família tem que praticamente implorar para receber o alimento essencial para o desenvolvimento da filha.

Na educação, que tem verba própria, cerca de 40% da frota de Transporte Escolar, até dias atrás, estava quebrada, prejudicando alunos. O telhado da creche Jandira Pereira, no Vera Cruz está há um mês com problemas e, quando chove, as crianças precisam dividir salas com outros colegas devido as goteiras. Grande parte dos professores da rede municipal de ensino estão descontentes com as últimas decisões tomadas pelo governo.

No Esporte, tanto o Ginásio Kim Negrão como o Tico do Manolo estão sem o AVCB, o primeiro desde janeiro de 2013. O setor, aliás, vem dando mais prioridade em apoiar corridas, inclusive de empresas particulares, do que desenvolver projetos sociais para as crianças dos bairros da cidade. O projeto social que era desenvolvido no clube da Polícia Civil e que era muito elogiado, também foi paralisado. Outro desgaste desnecessário do setor foi a malfadada tentativa de mudar a data da realização de uma das provas mais tradicionais em cidades do interior: a 70ª Corrida de São Silvestre, atual Elias de Almeida Ward.

Na Habitação, funcionários e o próprio secretário que deveria conhecer todas as leis do setor, acabaram pisando literalmente na bola, prejudicando investidores. Devido ao grande imbróglio, a Prefeitura teve que enviar um projeto revogando a Lei 1001/2007, porém deverá responder na Justiça pelo fato. Alguns projetos de loteamentos, aliás, teriam que ser encaminhados para parecer da Câmara, o que não ocorreu. Obrigação essa que foi estabelecida na lei 1930/2015, criada pela atual administração e aprovada pelo Legislativo.

O funcionalismo público teve os salários de outubro e novembro parcelados e não há garantias que 100% dos servidores receberão o 13º salário no dia 18, além de corte em seus benefícios. O governo também se envolveu em outras polêmicas como o mal explicado destelhamento de um hangar do Parque de Exposições.

Esses são alguns dos vários problemas vivenciados na atual administração e que vem desagradando grande parte da população

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