CELSO GIGLIO É SEPULTADO EM SÃO PAULO

13/07/2017

O corpo do deputado estadual e ex-prefeito de Osasco Celso Giglio (PSDB) foi sepultado na quarta-feira, 12, no Cemitério da Bela Vista, em São Paulo.

Giglio morreu na terça-feira, 11, aos 76 anos, depois de passar dois meses internado. As causas da morte não foram informadas.

O tucano foi prefeito de Osasco em duas oportunidades: entre 1993 e 1996 e de 2001 à 2004. Em seu último ano de mandato, teve a prestação das contas de sua gestão em 2004 reprovadas pela Câmara Municipal, seguindo parecer do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Entre as irregularidades estavam a não-aplicação do mínimo constitucional de 25% dos recursos provenientes de impostos na educação, ocorrência de déficit orçamentário e o não-pagamento de precatórios.

Por conta disto, foi enquadrado como ficha-suja e teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2012 e, novamente, no ano passado.

O político chegou a receber 71.657 votos no primeiro turno em 2016, mas a votação não foi computada, de acordo com a lei eleitoral. Mesmo que fossem contabilizados os votos, ele ficaria fora do segundo turno, que foi disputado por Rogério Lins (PTN) e Jorge Lapas (PDT). Lins venceu o pleito.

Na Assembleia Legislativa, o primeiro mandato de Giglio foi em 1991. Em 2006, foi eleito novamente deputado estadual. Reeleito em 2010, foi líder do PSDB na Assembleia. No novo mandato, foi eleito 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa. Ele também havia sido vereador e prefeito de Osasco, além de deputado federal.

BIOGRAFIA – Celso Giglio nasceu em Campinas, interior de São Paulo, em 19 de fevereiro de 1941. No início da década de 60, mudou-se para Osasco, cidade onde viveu e deu início à trajetória na política.

Filho de Antônio Giglio e de Maria Gatti Giglio, foi casado com Glória Giglio, com quem teve cinco filhos e quatro netos.

Médico formado pela Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, especializou-se em cirurgia geral e obstetrícia, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – Escola Paulista de Medicina. Formou-se ainda em Administração Hospitalar pela USP.

Foi eleito Deputado Estadual pelo PSDB em 2006 com 111.302 votos. Foi reeleito deputado estadual em 2010. Na ocasião, foi também vice-presidente da Alesp. É autor da lei que institui a proibição da venda de bebidas alcoólicas dentro das escolas estaduais.

Em 2012, mesmo inelegível, Giglio conseguiu disputar o primeiro turno da eleição enquanto aguardava o TSE julgar um recurso interposto por sua campanha. Ele obteve quase 150 mil votos e ficou na primeira colocação, mas o recurso foi negado e a Justiça manteve a decisão de excluí-lo do certame. Os votos recebidos pelo tucano foram, então, anulados.

O candidato do PT (agora no PDT), Jorge Lapas, que havia ficado na segunda posição no pleito, foi beneficiado e acabou eleito prefeito de Osasco em turno único. Em 2014, Giglio se elegeu deputado estadual com uma liminar que suspendia a rejeição das contas de 2004.

Em 2013, sofreu grave acidente de carro em Porangaba, no interior paulista. O veículo em que estava capotou após bater em uma canaleta no km 163 da Rodovia Castello Branco, no sentido São Paulo. A capotagem matou sua mulher, Glória Maria Garcia Giglio, que tinha 62 anos. O deputado ficou dois meses internado no Hospital Albert Einstein.



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