BARCHETI E MAIS 9 PESSOAS SÃO CONDENADAS NO CASO GRELINHA

19/07/2019
A 1ª Vara Criminal do Fórum de Avaré condenou o ex-prefeito Rogélio Barcheti, o empresário João Fragoso Júnior, mais conhecido como Grelinha, e mais oito pessoas, devido a crimes de licitação que ocorreram entre os anos de 2009 a 2012. O ex-secretário de Agricultura, Pedro Luchesi e mais 11 pessoas foram absolvidas na esfera criminal.

Na sentença proferida pelo Juiz Fábio Augusto Paci Rocha na terça-feira, no dia 16 de julho, Barcheti foi condenado a 13 anos e 5 meses de detenção, em regime semiaberto, mais cerca de R$ 30 mil de multa. Parte da pena é em regime fechado e outra parte no semiaberto. Já Grelinha foi sentenciado a 15 anos e 6 meses de prisão, no semiarbero, mais cerca de R$ 37 mil de multa.

Também foram condenados: Maria Aparecida Léllis (7 anos e 2 meses, mais cerca de R$ 20 mil de multa), Elaine Fernanda Stella (7 anos e 2 meses, mais cerca de R$ 20 mil de multa), Luciane Rossito (7 anos e 2 meses, mais R$ 20 mil de multa), Daniela Segarra Arca (5 anos e 8 meses, mais cerca de R$ 5 mil de multa), Fernanda Natal (8 anos e 6 meses, mais cerca de R$ 3 mil de multa), Reinaldo Natal (6 anos e 10 meses, mais cerca de R$ 2 mil de multa), Mariano Tavares Filho (7 anos e 1 mês, mais cerca de R$ 400 de multa) e Paulo José Tavares (6 anos, mais cerca de R$ 1 mil de multa).

Cida Léllis, Elaine Stella, Luciane Rossito, Daniela Arca, Grelinha, Fernanda Natal, Reinaldo Natal, Mariano Filho, Paulo Moura, tiveram a pena total ou parte dela substituída em prestação de serviços a comunidade.

Além de Pedro Luchesi, também foram absolvidos: Oscar Ayres, Gilberto Saito, Gésler Faustino da Cunha, Hamilton Mascarenhas, Cristiano Carvalho Lima, Marcelo Souza, João Gabriel Prado, Manoel de Limam Diego Otávio, Éder José de Almeida e Aparecido de Oliveira, que teve sua punibilidade extinta. Todos poderão recorrer em liberdade.

Informações obtidas pelo A Voz do Vale dão conta que algumas penas podem estar prescritas, já que o fato ocorreu entre 2009 e 2011 e a condenação ocorrem em 2019, ou seja, 8 anos após a denúncia.

ENTENDA – O caso foi denunciado em 2011. Um inquérito policial apurou denúncias sobre as condutas irregulares praticadas pelo então prefeito, Rogélio Barchetti Urrea, que, auxiliado por uma equipe de funcionários públicos de diversos setores da prefeitura, tinham por fim a obtenção de vantagens ilícitas, em detrimento dos cofres públicos, “valendo-se de estratagemas escusos na retirada e desvio de recursos financeiros da Tesouraria, bem como através de contratações fraudulentas precedidas ou não de licitação, mas já previamente definidos os vencedores, condutas estas compreendidas no rol dos crimes contra a Administração Pública”.

O esquema contava ainda com “os agentes com o envolvimento de terceiros no esquema criminoso, especialmente ocultados sob a personalidade jurídica de várias empresas, muitas das quais, inclusive, teriam sido abertas de modo fraudulento para amparar sua pretensão delitiva, tratando-se, portanto, de extenso e organizado grupo criminoso.

Consta ainda, que a simulação das licitações era voltada ao direcionamento na escolha dos licitantes para que a empresa do grupo de Grelinha vencesse a licitação, iniciasse a execução do contrato, através de documentação formal encaminhada por funcionários para que pudesse autorizar o pagamento dos valores, e, com isso, ser destinado percentual a título de propina para o requerido Rogelio Barchetti.

Na sentença o juiz narra como ocorreram as fraudes e a participação de cada um no esquema. Barcheti afirma que vai recorrer da decisão.

Confira a matéria na íntegra na edição impressa e digital do A Voz do Vale que circula neste sábado, dia 20.

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