APÓS DEIXAR AVARÉ, ABQM TEM RECORDE DE INSCRIÇÕES EM LONDRINA

11/07/2018

Após deixar Avaré, devido a uma decisão da Justiça local que proibiu a realização de provas de laço em dupla e laçada em bezerro, a Associação Brasileira dos Criadores do Quarto de Milha (ABQM) transferiu a 41ª edição do Campeonato Nacional Quarto de Milha para a cidade de Londrina (PR). A matéria é do Jornal A Voz do Vale.

A competição será realizada de 14 a 22 de julho, no Parque de Exposições Ney Braga. O evento é considerado o maior da América Latina e a segunda maior da raça no mundo com número recorde de inscritos. A estimativa inicial era de cerca de 4,5 mil, mas, até o momento, o número de inscritos é de quase 8 mil, em 18 modalidades, superando assim os números de Avaré.

A competição terá animais da mais alta genética. Os leilões devem movimentar R$ 20 milhões nos nove dias de evento.

ECONOMIA – O Campeonato Nacional do Quarto de Milha será o segundo maior evento realizado no Parque de Exposições Ney Braga, depois da tradicional ExpoLondrina, com a expectativa R$ 12 milhões de movimentação na economia londrinense.

Um trabalho importante de captação de negócios, através do turismo de eventos, pelo Londrina Convention Bureau com apoio da SRP.

De acordo com o Ministério do Turismo, em geral, turistas gastam em média R$ 350 por dia, o que possibilita projetar que os 10 mil visitantes movimentarão a rede de 14 hotéis com 4 mil leitos e cerca de 1500 bares e restaurantes.

“É um evento que estamos captando há mais de 10 anos. Eu, particularmente, acompanho desde 2010 esses esforços. Um trabalho que vem de outras diretorias e que culminou nesta oportunidade de sediarmos o evento. Nós temos que procurar fazer bem feito. Toda a cidade precisa receber bem os nossos turistas e fazer o possível para que saiam encantados com Londrina”, afirmou o diretor executivo do Londrina Convention Bureau, Arnaldo Falanca.

Um dos maiores incentivadores da realização do campeonato, Ilson Romanelli, que é membro do Conselho SRP, criador da raça, ressaltou o potencial consumidor do público do evento. “Este é um público investidor, que gastará no comércio, shoppings e rede hoteleira, por exemplo. O nosso município será bastante beneficiado, principalmente na área comercial”, afirmou Romanelli.

MUDANÇA – A mudança de Avaré para Londrina já era reivindicada por criadores da região e ganhou força com a decisão judicial, por meio de liminar, que impediu a realização de provas de laço e laçada em bezerro em Avaré durante o Congresso Nacional, realizado em Abril.

A ABQM divulgou que a decisão foi tomada por unanimidade pelo Conselho Administrativo da entidade. Em nota, o diretor Régis Fatri apresentou os motivos que levaram à mudança e não escondeu o descontentamento com a postura de políticos e representantes públicos da cidade de Avaré diante do impasse criado por uma Organização Não Governamental (ONG) ligada ao “Bem-estar” animal e abraçada pela Justiça local. “A razão principal para não podermos realizar o Nacional de 2018 em Avaré foi determinada pela Justiça baseada na cidade, ao proibir as provas de Laço”, destaca.

Segundo ele, a razão secundária, mas não menos importante, foi à incapacidade do poder público e empresários de não conseguirem se articular para sensibilizar o Ministério Público e a Justiça de que essa decisão judicial era ruim para a ABQM e péssima para a economia do município. “Principalmente para o setor de serviços e até para os empregos eventuais gerados diretamente pelo evento”, enfatizou.

Fatri também lembrou todo o investimento que foi realizado pela ABQM no parque de Avaré, que previa, inclusive, a construção de mais mil baias no recinto. “É claro que as facilidades que encontramos em Avaré, por sua centralidade regional e por tudo o que investimos naquele parque, ao longo de uma década (a partir da gestão de Paulo Farha na presidência da ABQM), nos dava um conforto magnífico, por essa razão, havíamos acabado de aprovar na Diretoria e no Conselho (por unanimidade), a construção de mil baias de alvenaria no recinto, num prazo recorde de poucos meses”, escreve na nota. “Infelizmente, essa posição dos pústulas que nos atacam de ferirmos os bons tratos animais sensibilizaram a Justiça de Avaré, que não se convenceu de nossos argumentos e até da solicitação que colocassem fiscalização oficial da proteção animal em qualquer uma das nossas 19 modalidades, não somente do Laço”, acrescenta.

O diretor do Conselho também afirma que a ABQM segue lutando na Justiça para que se reverta essa proibição injustificada, a fim de viabilizar o retorno a Avaré. “Essa é a posição da ABQM, o resto é besteira, é intriga, é a velha prática da fofoca e da prática da leviandade. É bom enfatizar que nós “não saímos de Avaré”; a ABQM foi impedida judicialmente de realizar em Avaré nossos eventos oficiais em sua plenitude”, finaliza.



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