ADOLESCENTE ATROPELADO POR TREM RECEBE ALTA

O menino de 13 anos que teve o braço e a perna esquerdos decepados por um trem em Avaré, em 21 de outubro, recebeu alta do hospital na terça-feira, dia 3, depois de 14 dias internado na Santa Casa da cidade, conta a avó materna Celi Conceição de Almeida Santos. Ainda segundo ela, a mãe do garotou adaptou a casa onde mora para receber o adolescente de cadeira de rodas.

“Foi preciso aumentar o tamanho das portas e outras mudanças para que ele viva bem no local. Ainda nem contamos o quanto gastamos, mas foi uma boa quantia. Sorte a nossa que houve muita gente ajudando com material e até com mão de obra. Foi uma correria, mas deu tudo certo”, explica.

O adolescente caiu ao tentar “pegar rabeira” no trem e foi arrastado no trilho por 100 metros, afirma a Polícia Militar. O braço e perna esquerdos ficaram presos e foram mutilados. A perna foi decepada no momento do acidente, enquanto o braço teve que ser amputado no hospital, devido à gravidade dos ferimentos.

Ainda de acordo com Celi, apesar da gravidade do caso o garoto demonstra enfrentar com calma o problema. “Ele está bem, melhor quer a gente, acaba que ele nos dá força. Ele é muito forte. A tristeza maior é a saudade de jogar bola. Tomar que num futuro próximo consigamos uma prótese para ele. Mas, por enquanto, muitos amigos de escola e professores têm visitado ele para animá-lo.”

Com tantas visitas de professores e amigos da escola, outro ‘objeto’ de saudade do garoto é a escola. “Ele não vê a hora de voltar às aulas. Mas acho que isso não vai acontecer ainda esse ano, porque já estamos no fim e ele precisa primeiro começar a fisioterapia e iniciar o tratamento”, completa a avó.

ENTENDA – O acidente foi entre os bairros Bonsucesso e Plimec. O trem seguia para Cerqueira César. Segunda a Polícia, o menino de 13 anos e um amigo da mesma idade tentavam se pendurar em um dos vagões da locomotiva. O colega do adolescente não se machucou e chamou a família da vítima, que pediu socorro. No local do acidente há sinalização dos dois lados e, segundo os moradores, o trem não passa diariamente.

A América Latina Logística (ALL), concessionária responsável pela via férrea, informou que faz campanhas frequentes de conscientização dos cruzamentos com a linha férrea, além de palestras educativas em escolas próximas a malha ferroviária para reduzir o risco de acidentes.

A empresa diz ainda que é proibida a circulação de pessoas não autorizadas na ferrovia e na faixa de domínio. A concessionária ainda alertou que a travessia da linha férrea só deve ser feita em locais sinalizados para pedestres e motoristas.



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